24 de outubro de 2012
Without music, life would be a mistake
"On bended knee is no way to be free
lifting up an empty cup I ask silently
that all my destinations will accept the one that's me
so I can breathe
Circles they grow and they swallow people whole
half their lives they say goodnight to wives they'll never know
got a mind full of questions and a teacher in my soul
so it goes...
Don't come closer or I'll have to go
Holding me like gravity are places that pull
If ever there was someone to keep me at home
It would be you...
Everyone I come across in cages they bought
they think of me and my wandering
but I'm never what they thought
got my indignation but I'm pure in all my thoughts
I'm alive...
Wind in my hair, I feel part of everywhere
underneath my being is a road that disappeared
late at night I hear the trees
they're singing with the dead
overhead...
Leave it to me as I find a way to be
consider me a satellite for ever orbiting
I knew all the rules but the rules did not know me
guaranteed..."
13 de fevereiro de 2012
Do dia-a-dia
"Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos." - Italo Calvino
Um dia, quem sabe, vais olhar em frente e viver tudo mais.
Um dia, provavelmente, vais deixar o teu emprego, vais comprar um bilhete só de ida e partir. Vais deixar para trás tudo o que construíste, as tuas coisas, as pessoas, o teu mundo, em troca de um mundo novo de oportunidades, de coisas por aprender, de uma vida "0 km"...
Talvez um dia te venhas a arrepender do que fizeste, ou talvez não.
Pode ser que te agrade a sensação de despojamento, de deixar tudo para trás, porque uma partida é sempre uma nova chegada... Mas também pode ser que não gostes, afinal, sabemos muito pouco do futuro.
Um dia, talvez venhas a amar uma mulher e a perceber, enfim, tudo aquilo que nunca tinha feito sentido.
Um dia és capaz de achar que cometeste grandes erros na vida, embora também tenhas alcançado feitos notáveis. Mas é possível que no dia seguinte penses exactamente ao contrário.
Um dia...
Mas no entretanto, o melhor mesmo é estar com a cabeça, o corpo e os dois pés bem assentes na terra. Bem aqui, no dia de hoje!!!
11 de fevereiro de 2012
Aritmética essencial
A vida é o resultado da multiplicação de experiências acumuladas , a dividir pela soma de todas as condicionantes que nos rodeiam e nos subtraem àquilo que realmente somos...
10 de fevereiro de 2012
O Orgulho e a Vaidade
"O orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência do nosso próprio mérito para os outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana — vaidoso sem ser orgulhoso. É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso mérito para os outros, sem a consciência do nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse racional, não haveria explicação alguma. Contudo, o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a noção de efeito precede, na evolução da mente, a noção de causa interior desse mesmo efeito. O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção."
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
8 de fevereiro de 2012
Comum exótico

Nada naquele dia de sol de inverno o faria prever um encontro imediato de terceiro, quarto e quinto graus, com ascenção ao nirvana, levitação transcendental e picos de delírio, motivada pelo simples facto de ter conhecido ... .
Mas aconteceu.
O edíficio de vários andares que, aos poucos, ele construíra nas suas duas décadas e meia de existência cedeu e ameaçou ruir à pasagem do furacão que dava pelo nome de .... . De repente, tudo estava em causa, porque o que demora séculos a ser criado pode terminar de repente. As nossas certezas, crenças, convicções, as nossas fundações e pilares, são mais frágeis do que parecem.
... era de um filme diferente. Não era personagem para aquele argumento.
Ela movia-se, e com um mero ajeitar de cabelo era capaz de prococar uma erupção. Era vulcânica, uma inocente provocadora, provocativa, ok, não era inocente...
Com aquele seu jeito exótico de ser, que o conquistava, ela podia pedir o mundo numa bandeja de ouro forrada a diamantes, contando que o pedisse com um sorriso. E assim funcionava com todo mundo, como aquelas pessoas que têm o dom de agradar e fazer boa figura em qualquer situação.
E acontecia.
Quando ela estava, acontecia... magia.
Eram chuvas, e depois sol, e relâmpagos e trovões e depois céu limpo. Era tempestade e bonança.
Mas ele também não era daquele filme. Ele não fora talhado para aquele papel. Ele recusara o amor, recusara vender-se, a quem quer que fosse, a que preço fosse. Mas estava agora com dúvidas.
Quando sempre pensara que não ia olhar para trás hesitou... e, no último instante, lançou-lhe um olhar. E foi com este olhar, que foi muito mais do que qualquer olhar imaginável por um mortal comum, que ele percebeu que tinha errado. Estava irremediavelmente rendido!!
Ele já magoara, já fugira. Ele já tinha evitado, negado e aniquilado muitos amores... Mas estava agora na posição de quem se deixa magoar, de quem vê fugir... Ele descobriu a claustrofobia naquele olhar, no primeiro olhar. Ele soube desde então que ia entrar num jogo em que só tinha a perder. Mas mesmo assim decidiu pagar o preço...
Ele sentiu-se palhaço, sentiu falhanço e dor, mas, faltando inspiração para uma história melhor, deixou-se ficar nesta, que não era suposto ser sua.
E se estranhava esta sua incursão por um mundo onde era estrangeiro, onde se sentia desconfortável, onde queria estar embora não quisesse ter entrado, pior ficou quando descobriu que caíra numa cilada.
O mundo vingava-se.
... não era quem ele vira.
... era qualquer outra coisa, tudo talvez, menos aquilo que ele julgara ver. Sempre que olhara, vira apenas uma coisa imaginada. Uma ilusão de óptica traíra-o.
Quando esfregou os olhos, e viu então ..., tudo começou: chorou e lamentou o seu erro, a má fortuna!!! Não valera a pena ter querido correr riscos, mas também não pensamos neles quando arriscamos.
E, no entanto, no auge do desespero pelo erro cometido, ele não pode deixar de reparar que, apesar de tudo, a situação era irreversível.
Não se pode apagar nada do coração. Pode acrescentar-se, mas nunca retirar... E então, se é certo que desde esse dia, passou a odiá-la um pouquinho mais, não é menos verdade que nem nesse dia, nem jamais, por toda a sua vida, passou a amá-la um pouquinho menos... Eu sei disso. Ele também.
30 de junho de 2011
Diamentes cinzentos
"Tudo o que era mau atraía-me: gostava de beber, era preguiçoso, não defendia nenhum deus, nenhuma opinião política, nenhuma ideia, nenhum ideal. Eu estava instalado no vazio, na inexistência, e aceitava isso. Tudo isso fazia de mim uma pessoa desinteressante. Mas eu não queria ser interessante, era muito difícil. A única coisa que desejava verdadeiramente era um espaço doce e nebuloso para viver, e que me deixassem em paz. Por outro lado, quando me embebedava, gritava, tornava-me louco, perdia a cabeça. Os dois comportamentos não se coadunavam. Estava-me nas tintas."
Charles Bukowsi, Mulheres
Charles Bukowsi, Mulheres
15 de junho de 2011
Chocolate amargo
Era bem escusado ressuscitar o blog com dois textos que estão longe de transbordar luz e alegria... Mas se, ao menos, ajudar a minorar o estrago, quero que conste que não, não estou mal, nem triste, nem deprimido, nem soturno. Pelo contrário, estou alegre, tranquilo, em paz, com luz e força e confiança; o que não é exactamente estar feliz e satisfeito (que é melhor nunca estar: leva a um conformismo vazio). Registe-se - porque essa é uma das qualidades de quem escreve (seja um virtuoso, seja um humilde e destalentado escriba como este que vos fala...) - que é importante saber separar o que se escreve, da pessoa que escreve, o que está escrito, daquilo que essa vive ou viveu, por vezes até mesmo o que a pessoa escreve, e o que a pessoa pensa. Quem consegue escrever algo tirado exclusivamente da sua cabeça, se escreve algo triste quando na verdade está alegre, ou algo alegre quando está na fossa, merece, acho eu, outro valor do que o deprimido que escreve algo digno do mais sombrio de Scopenhauer, ou o apaixonado que escreve um soneto digno de Camões - afinal estes têm um suporte, uma inspiração para a sua escrita. E com isto, não vou arranhar a falta de modéstia, porque este assunto de que falo nada tem a ver com a qualidade do que se escreve...
Faço pois, esta introdução, por achar que se justifica: afinal se alguém ler estas merdas e se preocupar minimamente com o estado mental do seu autor poderá facilmente ceder à preocupação, quando lê textos assim, menos animados. Por isso, tranquilidade.... Como se sabe: "O poeta é um fingidor/finge tão completamente/que chega a fingir que é dor/a dor que deveras sente"
De resto, como eu gosto de dizer, também penso que só pode estar realmente bem, em paz, e gozar a alegria da vida, quem esteja ao mesmo tempo consciente de toda a obscuridade que a envolve. Claro que é possível ser feliz de outra forma: mas será uma felicidade oca, pouco esclarecida, iludida, ou ingénua... whatever. Já dizia o outro:"optimista é um pessimista mal informado". Eu nunca na minha vida fui pessimista, felizmente... Mas também há muito deixei de ser totalmente optimista: foi no momento em que percebi que quem é autêntica e incondicionalmente optimista é, na verdade, uma pessoa intrisecamente triste, um conformado com o seu fado, que aceitará com benevolência e sem luta ou resistência tudo aquilo que a vida lhe trouxer (o que se aproxima muito à nossa ideia do "português tipo" que, paradoxalmente, é um pessimista), e, se for preciso, responde à adversidade com um sorriso parvo... O optimista extremo nunca lutará por nada, nunca quererá mudar nada, não contribuirá nunca para o progresso ou para o que quer que seja porque estará sempre feliz e satisfeito com o seu destino (por grande m**** que seja), quietinho no seu canto de optimismo, falta-lhe garra, faltam-lhe talvez mesmo as "ganas de vivir". Não é isso que eu quero. Por isso prefiro nunca, mas nunca, aceitar a ideia de que estou 100% feliz, realizado e satisfeito (e tantas vezes me apetece, juro) porque é uma ideia perigosa, e eu acho que devemos sempre a ambição de querer buscar sempre algo mais...
Dizia, por isso, e para terminar, que só há duas maneira de estar em paz: ou a via inconsciente, do optimista inveterado (chamemos-lhe o "indíviduo A"); ou a via consciente, do "indíviduo B", o que sabe aproveitar a vida porque tem consciência de que o mundo é finito, cheio de coisas terríveis, as pessoas são falíveis e têm muitos defeitos e imperfeições... (Mas claro que nem tudo é negro, e por isso é possível ser, ou estar, feliz... "-Apesar de tudo, a vida é bela!!", assim diria o "indivíduo B"). Diria mesmo que o "indíviduo A" acredita em algo, seja religião, destino ou sorte; enquanto o "indíviduo B" não acredita em milagres, mas acredita, e confia, em si, sem mais.
Ah, mania de pôr tudo em causa!!! Mania de ousar pensar!!! Mas é sempre bom: mais que não seja para nos lembrarmos que a cabeça não é apenas o suporte das orelhas...
Mas enfim, não era esta a ideia do post.
Queria apenas, sem outras pretensões ou pretensiosismos, falar de como é difícil crescer.
Quando somos miúdos, ensinam-nos que as dores de crescimento são brutais. É um facto.
O que não nos ensinam, é que estas dores surgem das mais variadas formas, e ao longo de toda a vida. Nem nos ensinam que as que temos em criança são, apesar de tudo, as menos dolorosas, porque ninguém sabe nem tem, naquela altura, noção do que significa realmente esta caminhada imparável do relógio, ou a inevitabilidade sagrada do acto de crescer...
Só depois, e imagino que cada vez a situação piore mais com o passar dos anos, é que nos apercebemos que o tempo vai passando, os dias sumindo dentro das semanas, nos anos, à mesma velocidade dos pacotes de arroz e de massa vão desaparecendo dos armários...
E, de repente, já foram x anos...
E, de repente, não seremos crianças outra vez...
E, do nada, os tempos de faculdade, em que tudo era tão fácil... acabaram.
E não é que, de momento, quiséssemos ser crianças outra vez, nem mesmo voltar à faculdade: é só a ideia de ser inevitável, o sentimento de perda, de algo que sabemos que irremediavelmente "foi" e nunca voltará, e ponto final. O Homem tem dificuldades em lidar com tudo o que implique definitividade, ou perda (de facto, temos uma notável incapacidade para reagir à perda). E é isso com que somos confrontados todos os dias: aquele dia não volta, e é como se perdessemos qualquer coisa sem sabemos bem o quê...
(E nestas alturas, voltando ao assunto inicial, arrisco a dizer que será bem pior para o indivíduo "A", que não tinha noção alguma das coisas, do que para o "B", que sempre esteve ciente...)
Estes são assuntos de uma tal complexidade que não vale a pena discorrer sobre eles (menos ainda eu que sei pouco mais que nada de filosofias e psicologias). Não poderemos explicar... Nem compreencder.
Pegando na imagem de Freud e do "iceberg", se apenas 10% de nós é consciente e acessível, está por assim dizer, à vista, como poderemos algum dia entender os nossos mistérios e coisas que não sabemos explicar? Aliás,como poderemos algum dia saber exactamente o que somos, conhecendo apenas 10%? E de resto, como temos coragem de dizer "conheço bem o fulano Y e ele é assim, ou assado, se dele conhecemos, na melhor das hipóteses um 6-7%, se tanto... De uma coisa estou absolutamente convicto: não será com estes "nossos 10% de nós" que vamos responder a estar questões que têm tanto de psicológico como de metafísico.
Freud dizia mais, ele dizia ainda que certas artes (falava da literatura, mas seguramente o mesmo se aplica à música ou ao cinema) têm a capacidade/mérito de nos tocar o mais perto possível do sub-consciente. Acho que a experiência o comprova totalmente, não é? Somos (uns mais, outros menos, e todos de maneiras diferente) tocados por estas arte de uma forma muito peculiar, e íntima, e particular... E a música (ou um livro, ou um filme) é mais subjectiva do que se pode pensar, porque tocará de forma diferente cada um... Porque tocará cada um nos tais 90% de desconhecido, a nossa parte mais natural, não socializada nem domesticada.
O que eu sei é que só quem compreende determinadas pressupostos essenciais do "jogo", como este, é que consegue efectivamente tirar o melhor proveito da vida. Somos imperfeitos, temos defeitos, etç etç etç... (a lenga-lenga é extensa, maçadora, e dispensável) o que resta é relativizar: daqui a 1 ano lembramo-nos bem de menos de 1/5 daquilo que vivemos hoje... Daqui a 10 anos, talvez de 2%. Daqui a 100...
Ando aqui em círculos , aparentemente perdido, sem saber bem o que digo... Ia falar sobre as dificuldades com que um gajo se depara ao "crescer", e afinal, não escrevi sobre nada, nem escrevi nada de jeito. O texto vai longo e não posso alongá-lo mais sob pensa de ficar irremediavelmente intragável (se já não for).
Deixo por isso, uma breve mensagem sobre aquilo que tinha pensado: é difícil crescer quando não sabes que caminhos seguir. Com 20 e poucos anos já não se podem cometer erros (ou pelo menos, tantos) como com 16... E, no entanto, estamos aqui sem saber muito bem o que fazemos aqui, sem entender bem a respeito da vida. Na maioria das vezes, nem quermos saber mesmo: se há coisa que todos sabem ou pressentem é que nada é eterno, e que para a frente de certeza que as merdas não ficam mais fáceis. Ou pelo menos nós sabemos, ou pressentimos, que não vamos ter cabelo, e estar sem barriga a vida toda... Que se temos 25, não voltaremos a ter 24...
Depois, é a visão do "longo túnel"... ou do caminho de ferro à nossa frente. Que é quando olhamos e, se quisermos (com mais ou menos esforço), como que vemos o nosso "eu" em progressão - a subir no emprego, a trabalhar mais e mais, a ter casa, mulher, filhos, carro, trabalho, roupa lavada, trabalho, pré-reforma, trabalho, e, de repente, um gajo de 65 anos que passou a vida a olhar para amanhã e... Depois, um gajo não sabe se trabalha mais e vive menos, para acautelar o futuro, se vive mais e trabalha menos, para garantir o presente... Depois, é a Troika, e os troianos de todos os partido... E os amigos, que naturalmente se dispersam, a estrutura toda que desaba lentamente, e começa a fazer sentido que "os adultos" raramente tenham mais que meia dúzia -nem tanto- de verdadeiros amigos, quando ainda à pouco pensávamos que iríamos ter tantos... (Sabes bem que isto nao é o facebook!!!). Depois, são as dúvidas. É olhar e pensar: "as coisas até não correm nada mal... para que esta insatisfação? essa ideia persistente de que não te podes render, conformar, aceitar que tudo está perfeitamente bem???", E depois, é viver para depois contar... Porque francamente, ainda nao escrevi esse capítulo.
Só sei que até prova em contrário, só temos esta vida, e, não sei bem porquê, vem-me à memória uma frase, tola, despropositada e sem sentido: "Gosto muito de batatas, mas não é por isso que vou comer batatas os dias todos até ao fim da vida"; e eu, que sou tolo, despropositado e sem sentido, não pude deixar de escrevê-la.
Finalmente, e tão paradoxalmente, é pensar: "está um tempo tão bom lá fora, e tu aqui fechado há 45 minutos a escrever estas relexões desenxaibidas? Vamos embora!!!".
Afinal, (exceptuando, lá está: o passar do tempo, e uma mão cheia de coisas) nada na vida é definitivo. Afortunados os que aprenderam a lição cedo...
Faço pois, esta introdução, por achar que se justifica: afinal se alguém ler estas merdas e se preocupar minimamente com o estado mental do seu autor poderá facilmente ceder à preocupação, quando lê textos assim, menos animados. Por isso, tranquilidade.... Como se sabe: "O poeta é um fingidor/finge tão completamente/que chega a fingir que é dor/a dor que deveras sente"
De resto, como eu gosto de dizer, também penso que só pode estar realmente bem, em paz, e gozar a alegria da vida, quem esteja ao mesmo tempo consciente de toda a obscuridade que a envolve. Claro que é possível ser feliz de outra forma: mas será uma felicidade oca, pouco esclarecida, iludida, ou ingénua... whatever. Já dizia o outro:"optimista é um pessimista mal informado". Eu nunca na minha vida fui pessimista, felizmente... Mas também há muito deixei de ser totalmente optimista: foi no momento em que percebi que quem é autêntica e incondicionalmente optimista é, na verdade, uma pessoa intrisecamente triste, um conformado com o seu fado, que aceitará com benevolência e sem luta ou resistência tudo aquilo que a vida lhe trouxer (o que se aproxima muito à nossa ideia do "português tipo" que, paradoxalmente, é um pessimista), e, se for preciso, responde à adversidade com um sorriso parvo... O optimista extremo nunca lutará por nada, nunca quererá mudar nada, não contribuirá nunca para o progresso ou para o que quer que seja porque estará sempre feliz e satisfeito com o seu destino (por grande m**** que seja), quietinho no seu canto de optimismo, falta-lhe garra, faltam-lhe talvez mesmo as "ganas de vivir". Não é isso que eu quero. Por isso prefiro nunca, mas nunca, aceitar a ideia de que estou 100% feliz, realizado e satisfeito (e tantas vezes me apetece, juro) porque é uma ideia perigosa, e eu acho que devemos sempre a ambição de querer buscar sempre algo mais...
Dizia, por isso, e para terminar, que só há duas maneira de estar em paz: ou a via inconsciente, do optimista inveterado (chamemos-lhe o "indíviduo A"); ou a via consciente, do "indíviduo B", o que sabe aproveitar a vida porque tem consciência de que o mundo é finito, cheio de coisas terríveis, as pessoas são falíveis e têm muitos defeitos e imperfeições... (Mas claro que nem tudo é negro, e por isso é possível ser, ou estar, feliz... "-Apesar de tudo, a vida é bela!!", assim diria o "indivíduo B"). Diria mesmo que o "indíviduo A" acredita em algo, seja religião, destino ou sorte; enquanto o "indíviduo B" não acredita em milagres, mas acredita, e confia, em si, sem mais.
Ah, mania de pôr tudo em causa!!! Mania de ousar pensar!!! Mas é sempre bom: mais que não seja para nos lembrarmos que a cabeça não é apenas o suporte das orelhas...
Mas enfim, não era esta a ideia do post.
Queria apenas, sem outras pretensões ou pretensiosismos, falar de como é difícil crescer.
Quando somos miúdos, ensinam-nos que as dores de crescimento são brutais. É um facto.
O que não nos ensinam, é que estas dores surgem das mais variadas formas, e ao longo de toda a vida. Nem nos ensinam que as que temos em criança são, apesar de tudo, as menos dolorosas, porque ninguém sabe nem tem, naquela altura, noção do que significa realmente esta caminhada imparável do relógio, ou a inevitabilidade sagrada do acto de crescer...
Só depois, e imagino que cada vez a situação piore mais com o passar dos anos, é que nos apercebemos que o tempo vai passando, os dias sumindo dentro das semanas, nos anos, à mesma velocidade dos pacotes de arroz e de massa vão desaparecendo dos armários...
E, de repente, já foram x anos...
E, de repente, não seremos crianças outra vez...
E, do nada, os tempos de faculdade, em que tudo era tão fácil... acabaram.
E não é que, de momento, quiséssemos ser crianças outra vez, nem mesmo voltar à faculdade: é só a ideia de ser inevitável, o sentimento de perda, de algo que sabemos que irremediavelmente "foi" e nunca voltará, e ponto final. O Homem tem dificuldades em lidar com tudo o que implique definitividade, ou perda (de facto, temos uma notável incapacidade para reagir à perda). E é isso com que somos confrontados todos os dias: aquele dia não volta, e é como se perdessemos qualquer coisa sem sabemos bem o quê...
(E nestas alturas, voltando ao assunto inicial, arrisco a dizer que será bem pior para o indivíduo "A", que não tinha noção alguma das coisas, do que para o "B", que sempre esteve ciente...)
Estes são assuntos de uma tal complexidade que não vale a pena discorrer sobre eles (menos ainda eu que sei pouco mais que nada de filosofias e psicologias). Não poderemos explicar... Nem compreencder.
Pegando na imagem de Freud e do "iceberg", se apenas 10% de nós é consciente e acessível, está por assim dizer, à vista, como poderemos algum dia entender os nossos mistérios e coisas que não sabemos explicar? Aliás,como poderemos algum dia saber exactamente o que somos, conhecendo apenas 10%? E de resto, como temos coragem de dizer "conheço bem o fulano Y e ele é assim, ou assado, se dele conhecemos, na melhor das hipóteses um 6-7%, se tanto... De uma coisa estou absolutamente convicto: não será com estes "nossos 10% de nós" que vamos responder a estar questões que têm tanto de psicológico como de metafísico.
Freud dizia mais, ele dizia ainda que certas artes (falava da literatura, mas seguramente o mesmo se aplica à música ou ao cinema) têm a capacidade/mérito de nos tocar o mais perto possível do sub-consciente. Acho que a experiência o comprova totalmente, não é? Somos (uns mais, outros menos, e todos de maneiras diferente) tocados por estas arte de uma forma muito peculiar, e íntima, e particular... E a música (ou um livro, ou um filme) é mais subjectiva do que se pode pensar, porque tocará de forma diferente cada um... Porque tocará cada um nos tais 90% de desconhecido, a nossa parte mais natural, não socializada nem domesticada.
O que eu sei é que só quem compreende determinadas pressupostos essenciais do "jogo", como este, é que consegue efectivamente tirar o melhor proveito da vida. Somos imperfeitos, temos defeitos, etç etç etç... (a lenga-lenga é extensa, maçadora, e dispensável) o que resta é relativizar: daqui a 1 ano lembramo-nos bem de menos de 1/5 daquilo que vivemos hoje... Daqui a 10 anos, talvez de 2%. Daqui a 100...
Ando aqui em círculos , aparentemente perdido, sem saber bem o que digo... Ia falar sobre as dificuldades com que um gajo se depara ao "crescer", e afinal, não escrevi sobre nada, nem escrevi nada de jeito. O texto vai longo e não posso alongá-lo mais sob pensa de ficar irremediavelmente intragável (se já não for).
Deixo por isso, uma breve mensagem sobre aquilo que tinha pensado: é difícil crescer quando não sabes que caminhos seguir. Com 20 e poucos anos já não se podem cometer erros (ou pelo menos, tantos) como com 16... E, no entanto, estamos aqui sem saber muito bem o que fazemos aqui, sem entender bem a respeito da vida. Na maioria das vezes, nem quermos saber mesmo: se há coisa que todos sabem ou pressentem é que nada é eterno, e que para a frente de certeza que as merdas não ficam mais fáceis. Ou pelo menos nós sabemos, ou pressentimos, que não vamos ter cabelo, e estar sem barriga a vida toda... Que se temos 25, não voltaremos a ter 24...
Depois, é a visão do "longo túnel"... ou do caminho de ferro à nossa frente. Que é quando olhamos e, se quisermos (com mais ou menos esforço), como que vemos o nosso "eu" em progressão - a subir no emprego, a trabalhar mais e mais, a ter casa, mulher, filhos, carro, trabalho, roupa lavada, trabalho, pré-reforma, trabalho, e, de repente, um gajo de 65 anos que passou a vida a olhar para amanhã e... Depois, um gajo não sabe se trabalha mais e vive menos, para acautelar o futuro, se vive mais e trabalha menos, para garantir o presente... Depois, é a Troika, e os troianos de todos os partido... E os amigos, que naturalmente se dispersam, a estrutura toda que desaba lentamente, e começa a fazer sentido que "os adultos" raramente tenham mais que meia dúzia -nem tanto- de verdadeiros amigos, quando ainda à pouco pensávamos que iríamos ter tantos... (Sabes bem que isto nao é o facebook!!!). Depois, são as dúvidas. É olhar e pensar: "as coisas até não correm nada mal... para que esta insatisfação? essa ideia persistente de que não te podes render, conformar, aceitar que tudo está perfeitamente bem???", E depois, é viver para depois contar... Porque francamente, ainda nao escrevi esse capítulo.
Só sei que até prova em contrário, só temos esta vida, e, não sei bem porquê, vem-me à memória uma frase, tola, despropositada e sem sentido: "Gosto muito de batatas, mas não é por isso que vou comer batatas os dias todos até ao fim da vida"; e eu, que sou tolo, despropositado e sem sentido, não pude deixar de escrevê-la.
Finalmente, e tão paradoxalmente, é pensar: "está um tempo tão bom lá fora, e tu aqui fechado há 45 minutos a escrever estas relexões desenxaibidas? Vamos embora!!!".
Afinal, (exceptuando, lá está: o passar do tempo, e uma mão cheia de coisas) nada na vida é definitivo. Afortunados os que aprenderam a lição cedo...
12 de junho de 2011
Uma análise falhada.
O seu único vício era analisar tudo.
Saía de casa sem guarda-chuva, analisando as probabilidades de chover ao fim da tarde. Pegava no carr0 obcecado com as probabilidades de apanhar uma fila na vci e chegar tarde ao emprego; e sabia que o mais certo era ouvir um sermão do chefe se isso acontecesse.
A vida dele era provavelmente boa, mas, de tão obstinado em prosseguir com aquela felicidade, dava consigo a pensar várias vezes na hipótese de a mulher o andar a trair com o vizinho do 4 esquerdo, e nas assustadoras probabilidades de o filho andar metido nas drogas...
Ponderava seriamente mudar de emprego, mas, pesando os prós e os contras, sabia que dificilmente mudaria para melhor e conformava-se... Ah, se ao menos tivesse ido para a política!!!
No entanto dormia bem quando chegava a casa e se enfiava nos lençóis depois de comer um jantar apressado, e sabia que era altamente improvável ser acordado às 4 da manhã com a notícia de que tinha ganho o euromilhões.
Morreu durante o sono. Ataque cardíaco.
Tinha-se esquecido completamente das análises ao sangue...
Saía de casa sem guarda-chuva, analisando as probabilidades de chover ao fim da tarde. Pegava no carr0 obcecado com as probabilidades de apanhar uma fila na vci e chegar tarde ao emprego; e sabia que o mais certo era ouvir um sermão do chefe se isso acontecesse.
A vida dele era provavelmente boa, mas, de tão obstinado em prosseguir com aquela felicidade, dava consigo a pensar várias vezes na hipótese de a mulher o andar a trair com o vizinho do 4 esquerdo, e nas assustadoras probabilidades de o filho andar metido nas drogas...
Ponderava seriamente mudar de emprego, mas, pesando os prós e os contras, sabia que dificilmente mudaria para melhor e conformava-se... Ah, se ao menos tivesse ido para a política!!!
No entanto dormia bem quando chegava a casa e se enfiava nos lençóis depois de comer um jantar apressado, e sabia que era altamente improvável ser acordado às 4 da manhã com a notícia de que tinha ganho o euromilhões.
Morreu durante o sono. Ataque cardíaco.
Tinha-se esquecido completamente das análises ao sangue...
Reanimar
E, de repente, vários séculos depois, enquanto abria um hotmail com 37 emailes por ler, reparei que tenho saudades do meu ex-falecido blog... Vamos reactivar isto. Em breve.
24 de abril de 2009
Ligeiro apontamento
Há licenciados em Direito que pensam que existem contratos de Marchandising (merchandising), que chamam Rossevelt a um antigo presidente americano e que falam de documentos com força provatória...
Haverá por aí médicos a falar em halergias?
Suponho que sim... :o
Isto é a crise!!!
Haverá por aí médicos a falar em halergias?
Suponho que sim... :o
Isto é a crise!!!
20 de março de 2009
Viver sempre em frente (Benjamin Button não existe...)

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada".
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento".
Clarice Lispector
Vivemos todos com algo em comum - A própria vida.
Todos nascemos, crescemos, aprendemos, vivemos e enfim, partimos... Todos os dias são iguais para toda a gente: e é de manhã, é de manhã para todos, e está chuva também, aliás: o sol quando nasce é para todos.
E assim vamos realizando o mais longo e incrível trabalho que algum dia realizaremos - viver.
Concordando com Clarice, para a minha vida escolhi um rumo que procure combinar da melhor maneira que posso a aprendizagem do passado, a incerteza do futuro e a urgência do presente.
Vamos passando pela vida como um carro vassoura pela rua...
Enquanto este arrasta consigo aquilo que consegue recolher da rua, indistintamente, quer seja lixo ou algo valioso, nós levaremos para a frente, connosco, também aquilo que conseguimos retirar da vida, quer sejam coisas boas ou más. De preferência, levaremos connosco as coisas boas. Das más, assim que retirarmo aquilo que possa ter de útil, devemo-nos livrar quanto antes porque o espaço é curto (o tempo nem se fala) e tem de ser aproveitado da melhor e mais inteligente maneira possível.
Se tudo se resolvesse apenas assim, nem estariamos mal... Mas claro que depois há sempre inúmeras excepções, imprevistos, proibições e condicionalimos. A vida é fértil em arranjar "problemazinhos" que de repente, bloqueiam totalmente o "sistema" não é?
Mas aí vem um segundo aspecto - a mudança!
É sempre possível mudar. É a melhor arma para enfrentar muitos problemas; se não mudássemos, a vida seria sempre igual, ou parecida... De que adiantaria viver?
Viver é conhecer a novidade a cada instante, é aprender, é mudar.
Não vou tão longe como Fernando Pessoa quando dizia que aquele que acordava num dia não era a mesma pessoa que se deitara na véspera. Sim... Estamos sempre a mudar, mas continuamos iguais, os mesmos (a velha ideia de Sartre: "Eu mudo para continuar o mesmo")... mas diferentes.
Raramente podemos definir ao longo da nossa vida as datas em que mudamos... As mudanças na nossa vida são constantes, e apenas uma pequeníssima, insignificante parte delas são realmente repentinas.
Deste "strogonoff" filosófico que para aqui cozinhei, devo concluir naturalmente, que viver vale a pena, se soubermos realmente entender e estar receptivos à vida... Caso contrário, não: quem não se sente preparado para esse desafio é uma pessoa infeliz, porque será como um Benjamim Button que, além de idoso na aparência e no pensamento, tivesse nascido já meio morto e assim continuasse por toda a sua vida, "fechando-se" perante esta!!!!
Não sei se passei muito bem a mensagem, porque nem sei que mensagem queria passar.
Beijos, Abraços e muitos palhaços!!!
17 de março de 2009
Mais do mesmo

A Igreja Católica continua a (não) surpreender...
Desta feita foi o Papa Bento XVI que declarou que a Sida não se combate com preservativos!!!! Que a distribuição de preservativos só iria agravar o problema e que o caminho passa pela abstinência sexual.
Vendo bem, não deve haver assim tanta gente a quem esta posição não provoque umas cócegas na barriga. :p
Do mal o menos, porque independentemente do que o Sumo Pontífice (?) declarar, os preservativos continuarão a existir e a ser distribuídos em África. And that's good news.
Eu mais uma vez olho e penso nos fundamentos da posição católica em relação, neste caso, ao preservativo. E não consigo perceber, não mesmo, de todo, a razão desta posição quase cómica... Para a Igreja então, o preço do sexo, tem de ser obrigatoriamente filhos e Sida. Qualquer tentativa de manipular esta equação é puro pecado capital - Eis porque neste mundo os pecadores proliferam cada vez mais, e os (cada vez menos) crentes fanáticos desta Igreja permanecem cegos, vivendo hoje nas mesmas mentiras em que viviam os seus antecessores na idade média. A quem não quer aprender, não se ensina...
A recusa em evoluir, em mudar de ponto de vista, em aceitar outras posições e em admitir erros, isso sim, é um pecado.
Um dia virá ainda em que a Igreja voltará a defender mitos de outros tempos -que a Terra gira em volta de Deus, e não do Sol, porque não?
E entretanto, vamos seguindo neste mundo esquizofrénico em que "um só Deus ao mesmo tempo é três" (Renato Russo - Índios) e em que, no limite, tudo se divide em pecadores e castos.
E no fim, de contas morremos todos; todos iguais, como homens, mortais... A única diferença é que uns viveram mais felizes que outros.
10 de março de 2009
A crise económica é moral??

Aconteceu no Brasil.
Uma menina de 9 anos foi cruelmente violada pelo padrasto.
Isto seria só o início de mais um episódio que parece quase banal hoje em dia: os abusos sexuais de mulheres e de crianças. Não sei o que se passa com as pessoas, mas é certo que alguma doença deve andar a propagar-se rapidamente pela cabeça de muitos homens/animais que praticam estas atrocidades. Eu fico chocado e realmente, este assunto preocupa-me; mas ainda assim, uma boa parte do mundo parece muuuuito mais preocupada em acabar com outra "doença" a que chamam homossexualidade -sim, tem-se ouvido muito boa gente chamar doença à homossexualidade!!!!!
Assim, preocupados em combater esse grande flagelo, muitas pessoas, encabeçadas pela igreja católica, parecem nem ligar a isto, ao abuso sexual de mulheres -que este sim, é uma doença e de terríveis consequeências.
Por isso, prefere-se andar a discutir e a bradir argumentos para não conceder o casamento aos homossexuais, ao invés de, por exemplo, lançar uma discussão pública para impliementar a castração química dos violadores.
Pode parecer demasiado extremo a pessoas mais sensíveis, mas actualmente, penso que essa seria a pena mais correcta, quer de um ponto de vista de prevenção geral, quer especial, isto é, seria a pena que mais eficazmente dissuadiria os violadores, em geral, de praticarem este crime e, em especial, o próprio violador.
Se um homem que usa uma arma para cometer um crime tem obviamente a sua arma apreendida, então porque não retirar a "estes" homens (aliás, nem homens são) a sua "arma" para levar a cabo as violações?
Sim, sei que para muitos a castração é chocante... E é.
Mas gostaria de saber, eu sei que é uma coisa que nem se deve imaginar, o que o pensariam as pessoas se a vítima da violação fosse uma pessoas próxima?
Acredito que provavelmente, alguns dos que hoje são contra a pena de morte (como eu) admitiriam a sua aplicação se um qualquer animal destes violasse por exemplo, uma amiga. Eu não vou tão longe...
Mas a castração, essa, parece-me adequada e ainda ninguém arranjou um argumento que me convença do contrário.
Ou isso, ou um cinto de castidade =P
Mas adiante... No Brasil, uma menina de 9 anos foi violada pelo padrasto.
A menina abortou... E parece-me que, independentemente da discussão do aborto, esta situação (aborto em caso de violação) toda a gente admite, seja contra ou pró despenalização do aborto.
Acontece que a Igreja, (pese embora a respeite imenso enquanto fenómeno/instituição de dimensão universal e de grande preponderância social, eu, que nem sou crente, revolto-me imenso com a maioria das posições conservadoras, ilógicas, arcaicas e ridículas que a Igreja defende) a mesma instituição que é contra o uso de preservativos, e se insurge contra a homossexualidade e continua a insistir que as mulheres são, de alguma forma, inferiores aos homens; essa mesma Igreja, naturalmente, acha que num caso destes a menina, de 9 anos, deve mesmo ser obrigada a ter o bebé!!! Quem não se chocar que atire a primeira pedra.
O Arcebispo de Recife e Olinda excomungou a mãe e os médicos que assistiram a menina durante o aborto... O Vaticano aplaudiu. Querem mais??
O Padrasto que violou a menina, esse, para o Arcebispo, NÃO DEVE SER EXCOMUNGADO!!!!
Sim...
Os médicos que ajudaram a menina de 9 anos a não ser obrigada a ter de carregar para sempre o fruto de um crime cometido contra ela, esses são excomungados. O violador, que nem homem merece ser chamado, o criminoso que viola uma criança de 9 anos, não.
Felizmente, católicos de todo o mundo têm-se insurgido contra este caso.
Vou falar apenas do Pesidente Lula, Católico ferveroso assumido e que é até contra a despenalização do aborto :
"É mais do que absurdo [a posição da Igreja]. Como é que você pode proibir a medicina de cuidar de uma menina que ficou grávida indevidamente?" (Fonte: Globo.com)
Ainda sobre a questão dos preservativos, outra das lutas da Igreja Católica (pela não ditribuição, que é pecado lol) diz assim, e bem, o Presidente brasileiro:
“Eu não posso, como pai e como presidente da República, fingir que distribuir preservativo é ruim. Quem sabe o que significa a Aids tem que levantar a cabeça e dizer que o governo tem que fazer essas coisas sim. Como cristão, eu sou contra o aborto. Mas como chefe de Estado tenho que tratar da coisa pública” (Fonte: Globo.com)
Deixo aqui esta notícia para que cada um reflicta acerca disto...
Para ajudar, deixo outra notícia que está sem dúvida ligada a esta: Desde 1990, o número de norte-americanos sem religião DUPLICOU!!!!!!!!!!! Porque será?
Eu por aqui, vou continuando, estupefacto, a assistir, dia após dia, às lutas da Igreja Católica. Para outro dia fica a questão da eutanásia... (Quem viu o "Mar Adentro"?)
Gostaria imenso que cometassem!!!
Abraços e Beijos
Paz
8 de março de 2009
Long time no see...

Sim, a Sociedade Individual esteve paralisada durante uns meses...
Dado que a crise anda aí, dedimos fechar nestes meses de Inverno onde a produção de ideias é em geral menor. =P
Mas... está aí a Primavera, e o blog vai voltar com tudo, e já que estamos a começar o ano, fica a promessa de mais dedicação!!!!
We're back!!!!!!!!!!!!!!
6 de dezembro de 2008
Outro nível
E assim se faz história...
Atingimos recentemente um novo grau de estupidez no que toca ao mercado de serviços para telemóveis.
Aliás este mercado é uma autêntica mina de ouro de coisas estúpidas... Um verdadeiro tesouro cheio de matérias primas para uns posts engraçados.
Qualquer engraçadinho de serviço que se preze hoje em dia usa isto como fonte de inspiração lol
A gargalhada é garantida.
Mas quanto ás novas tendências Primavera/Verão para aplicações de telemóvel, temos a destacar o seguinte:
Agora, e para quem ainda não sabe, pela módica quantia de 4euros semanais, é possível fazer o "teste da morte"
http://www.testedamorte.com/?
Ora bem... Isto parece rídiculo?
Parece?
Acham mesmo???
Pois é. Acho que sim. É inclusivamente pitoresco!!!!!!!
Teste da morte??
Mas já não bastava tudo o que já tinhamos...
Toques
Imagens
Videos (até daqueles anuncios q só passam na TVI depois das 2!!)
Jogos
Testes de isto e daquilo (Amor, inteligencia, amizade...)
Não chega de palermice?
Pelos vistos não...
Os senhores que têm estas ideias acharam que não...
E de facto, as crianças hj em dia têm de ter preocupações.
Já n basta o último toque ou o jogo da moda no telemovel.
Elas acima de tudo, querem, desejam, necessitam fazer um teste da morte!!!!!!!!!
Mas n é óbvio? Estes senhores, depois de muito terem estudado o assunto, concluíram que sim. É de testes da morte que eles precisam...
(Será que está tudo parvo?)
A estupidez neste perturbador mundo das mariquices para telemóvel parece não ter limites eheh
E falo aqui de mariquices sem querer faltar ao respeito ás mariquices a sério, respeitáveis, as verdadeiras e originais mariquices, q n têm culpa, nem conseguem acompanhar o novo grau de mariquice imposto por estas empresas.
O mundo está realmente complexo... é a globalização, o consumismo, o marketing cada vez mais apurado, mas também mais estúpido... e deve ser também o aquecimento global que dá cabo dos miolos a estas pessoas. De certeza!!!!
Testes da morte???
essa está muito bem apanhada pá.
Caríssimos senhores das empresas que fornecem joguinhos e videozinhos e demais 'inhos para telemóvel...
E que tal um Psiquiatrazinho???
Hmmmmm???
E depois, fazer bungee jumping sem corda de cima da ponte 25 de abril??
E então, talvez ir correr para o meio da VCI em contramão ás 4 da manhã, vestido de preto...
E terminarem com uma viagem à Lua (ouvi dizer que lá o mercado está em expansão?)
E se ainda der tempo, tomar uma caixa de Prozac e duas grades de cerveja???
E então, ok, se quiserem, façam lá o teste da morte!!!!
Atingimos recentemente um novo grau de estupidez no que toca ao mercado de serviços para telemóveis.
Aliás este mercado é uma autêntica mina de ouro de coisas estúpidas... Um verdadeiro tesouro cheio de matérias primas para uns posts engraçados.
Qualquer engraçadinho de serviço que se preze hoje em dia usa isto como fonte de inspiração lol
A gargalhada é garantida.
Mas quanto ás novas tendências Primavera/Verão para aplicações de telemóvel, temos a destacar o seguinte:
Agora, e para quem ainda não sabe, pela módica quantia de 4euros semanais, é possível fazer o "teste da morte"
http://www.testedamorte.com/?
Ora bem... Isto parece rídiculo?
Parece?
Acham mesmo???
Pois é. Acho que sim. É inclusivamente pitoresco!!!!!!!
Teste da morte??
Mas já não bastava tudo o que já tinhamos...
Toques
Imagens
Videos (até daqueles anuncios q só passam na TVI depois das 2!!)
Jogos
Testes de isto e daquilo (Amor, inteligencia, amizade...)
Não chega de palermice?
Pelos vistos não...
Os senhores que têm estas ideias acharam que não...
E de facto, as crianças hj em dia têm de ter preocupações.
Já n basta o último toque ou o jogo da moda no telemovel.
Elas acima de tudo, querem, desejam, necessitam fazer um teste da morte!!!!!!!!!
Mas n é óbvio? Estes senhores, depois de muito terem estudado o assunto, concluíram que sim. É de testes da morte que eles precisam...
(Será que está tudo parvo?)
A estupidez neste perturbador mundo das mariquices para telemóvel parece não ter limites eheh
E falo aqui de mariquices sem querer faltar ao respeito ás mariquices a sério, respeitáveis, as verdadeiras e originais mariquices, q n têm culpa, nem conseguem acompanhar o novo grau de mariquice imposto por estas empresas.
O mundo está realmente complexo... é a globalização, o consumismo, o marketing cada vez mais apurado, mas também mais estúpido... e deve ser também o aquecimento global que dá cabo dos miolos a estas pessoas. De certeza!!!!
Testes da morte???
essa está muito bem apanhada pá.
Caríssimos senhores das empresas que fornecem joguinhos e videozinhos e demais 'inhos para telemóvel...
E que tal um Psiquiatrazinho???
Hmmmmm???
E depois, fazer bungee jumping sem corda de cima da ponte 25 de abril??
E então, talvez ir correr para o meio da VCI em contramão ás 4 da manhã, vestido de preto...
E terminarem com uma viagem à Lua (ouvi dizer que lá o mercado está em expansão?)
E se ainda der tempo, tomar uma caixa de Prozac e duas grades de cerveja???
E então, ok, se quiserem, façam lá o teste da morte!!!!
10 de novembro de 2008
5380983651
Há um antes de hoje e um depois de hoje na história da "Internéte". Um pouco como aquela coisa do aC e dC...
Para os mais desatentos chamo a atenção: Antes de hoje, quem pesquisasse o número 5380983651 no google deparava-se com uma constrangedora página em branco informado-nos da ausência de resultados...
Esses tempos acabaram. O 5380983651 saiu do anonimato forçado em que se encotrava; A Sociedade Individual, preocupada, decidiu dar-lhe a atenção devida, afinal, é um número como outro qualquer e merece viver nas mesmas condições dos seus semelhantes.
E assim, quem agora se dirigir ao Google pode constatar que o 5380983651 existe, tem vida... Não é um nada, ao contrário do que o Google quis fazer parecer...
Até hoje, nunca ninguém, em sítio nenhum deste Planeta se tinha preocupado com esta questão assaz importante, em dar ao 5380983651 um segundo que seja da sua atenção. Fui o primeiro!!! É assustador não é???
(Entrada directa para o post mais parvo do ano...)
Para os mais desatentos chamo a atenção: Antes de hoje, quem pesquisasse o número 5380983651 no google deparava-se com uma constrangedora página em branco informado-nos da ausência de resultados...
Esses tempos acabaram. O 5380983651 saiu do anonimato forçado em que se encotrava; A Sociedade Individual, preocupada, decidiu dar-lhe a atenção devida, afinal, é um número como outro qualquer e merece viver nas mesmas condições dos seus semelhantes.
E assim, quem agora se dirigir ao Google pode constatar que o 5380983651 existe, tem vida... Não é um nada, ao contrário do que o Google quis fazer parecer...
Até hoje, nunca ninguém, em sítio nenhum deste Planeta se tinha preocupado com esta questão assaz importante, em dar ao 5380983651 um segundo que seja da sua atenção. Fui o primeiro!!! É assustador não é???
(Entrada directa para o post mais parvo do ano...)
8 de novembro de 2008
Retrato de uma tarde óptima
A ementa da tarde de hoje: (com boa companhia, seria uma tarde perfeita :P )
3ªMostra de Cinama Brasileiro em Lisboa, Cinema São Jorge...
Para começar, Casa do Tom, um maravilhoso documentário sobre o Maestro Jobim (que eu venero, como sabem) assinado pela mulher que esteve sempre ao seu lado -Ana Jobim.
Maravilhoso!!!!
Para digerir, um longo passeio a pé pela sempre luminosa Lisboa. Disfrutar de um passeio a pépor sítios lindos sobretudo aqueles onde não vamos todos os dias, é um prazer incrível e inspirador.
Depois Os Desafinados, um emocionante filme que retrada de forma magistral (como mais tarde confirmou António Pedro Vasconcelos) toda uma geração de jovens, toda uma época de sonhos e ilusões... E ainda o ambiente político e social dos anos 60, no Brasil e (em NY), tudo no meio da Bossa Nova que tanto amo!!!!
Comovente
Como sobremesa... Uma mesa redonda com o grande Walter Lima Jr (realizador d'os Desafinados), o actor Ângelo Paes Leme (um dos actores), e ainda o realizador António Pedro Vasconcelos e outros dois convidados cujo nome me escapa -um crítico de música apaixonado pela Bossa e o outro, actor.
Uma tranquila, mas enriquecedora, conversa onde se trocaram ideias sobre vários assuntos relacionados com Cinema, Música e Brasil.
Foi isto...
Já agora -uma história verídica, também da tarde de hoje:
Um indíviduo (Eu) entra numa Livraria, grandita, em pleno centro de Lisboa procurando desesperadamente um livro de Clarice Lispector.
Acerca-se da empregada e pergunta pela literatura Brasileira.
-Hmmm... Temos aqui este autor...
(Mostra-me UM livro do Paulo Coelho...)
E eu -Não, não é Paulo Coelho... Mas a secção mesmo, onde está??
A empregada -Temos aqui este autor!!!!
-(????)
-É tudo o que temos de brasileiros...
Gostava que que comentassem esta. Eu nem tenho palavras...
3ªMostra de Cinama Brasileiro em Lisboa, Cinema São Jorge...
Para começar, Casa do Tom, um maravilhoso documentário sobre o Maestro Jobim (que eu venero, como sabem) assinado pela mulher que esteve sempre ao seu lado -Ana Jobim.
Maravilhoso!!!!
Para digerir, um longo passeio a pé pela sempre luminosa Lisboa. Disfrutar de um passeio a pépor sítios lindos sobretudo aqueles onde não vamos todos os dias, é um prazer incrível e inspirador.
Depois Os Desafinados, um emocionante filme que retrada de forma magistral (como mais tarde confirmou António Pedro Vasconcelos) toda uma geração de jovens, toda uma época de sonhos e ilusões... E ainda o ambiente político e social dos anos 60, no Brasil e (em NY), tudo no meio da Bossa Nova que tanto amo!!!!
Comovente
Como sobremesa... Uma mesa redonda com o grande Walter Lima Jr (realizador d'os Desafinados), o actor Ângelo Paes Leme (um dos actores), e ainda o realizador António Pedro Vasconcelos e outros dois convidados cujo nome me escapa -um crítico de música apaixonado pela Bossa e o outro, actor.
Uma tranquila, mas enriquecedora, conversa onde se trocaram ideias sobre vários assuntos relacionados com Cinema, Música e Brasil.
Foi isto...
Já agora -uma história verídica, também da tarde de hoje:
Um indíviduo (Eu) entra numa Livraria, grandita, em pleno centro de Lisboa procurando desesperadamente um livro de Clarice Lispector.
Acerca-se da empregada e pergunta pela literatura Brasileira.
-Hmmm... Temos aqui este autor...
(Mostra-me UM livro do Paulo Coelho...)
E eu -Não, não é Paulo Coelho... Mas a secção mesmo, onde está??
A empregada -Temos aqui este autor!!!!
-(????)
-É tudo o que temos de brasileiros...
Gostava que que comentassem esta. Eu nem tenho palavras...
25 de outubro de 2008
Always look on the bright side of life
Um pouco de humor no futebol...
Porque andar pelo youtube pode levar-nos a pequenas pérolas como esta.
24 de outubro de 2008
Coisas que não mudam...
Foi há 80 anos..
Foi a semana passada...
Foi (h)ontem...

- Foi há 80 anos??
Não foi na semana passada?
- Foi ontem!!!
P.S- Agora que escrevo apercebo-me...
É de mim ou há algo nesta palavra ("foi") que é absolutamente parvo?????
"Foi"??
É uma palavra, que enquanto palavra é absolutamente rídicula, algo naquela junção F-O-I não combina bem, como camisas aos quadrados com blazers ás riscas.
Parece um "Boi" a quem cortaram os corninhos do "B".
Não a sério... há algo na palavra "Foi" que não está bem. Só pode.
Ou eu estou com 40 de febre... Talvez seja disso.
Esperem aí.
Naaa. Está mesmo tudo bem, uns modestos 37.5. Mas obrigado pela preocupação.
Enfim, no mundo das palavras "estúpidas em si mesmas", que tem apenas quatro habitantes, aposto que por esta altura as palavras "Trigonometria", "Pelúcia" e "Badalhoco" estão a tramar alguma para limpar o sebo ao "Foi"...
E assim, poderemos dizer:
"Esse já FOI"
(Desculpem qualquer coisinha e voltem sempre!!! Melhores posts virão... inevitavelmente.)
Foi a semana passada...
Foi (h)ontem...

- Foi há 80 anos??
Não foi na semana passada?
- Foi ontem!!!
P.S- Agora que escrevo apercebo-me...
É de mim ou há algo nesta palavra ("foi") que é absolutamente parvo?????
"Foi"??
É uma palavra, que enquanto palavra é absolutamente rídicula, algo naquela junção F-O-I não combina bem, como camisas aos quadrados com blazers ás riscas.
Parece um "Boi" a quem cortaram os corninhos do "B".
Não a sério... há algo na palavra "Foi" que não está bem. Só pode.
Ou eu estou com 40 de febre... Talvez seja disso.
Esperem aí.
Naaa. Está mesmo tudo bem, uns modestos 37.5. Mas obrigado pela preocupação.
Enfim, no mundo das palavras "estúpidas em si mesmas", que tem apenas quatro habitantes, aposto que por esta altura as palavras "Trigonometria", "Pelúcia" e "Badalhoco" estão a tramar alguma para limpar o sebo ao "Foi"...
E assim, poderemos dizer:
"Esse já FOI"
(Desculpem qualquer coisinha e voltem sempre!!! Melhores posts virão... inevitavelmente.)
18 de outubro de 2008
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